Fieldzz Discos – 38 anos de história, coletâneas e impacto na música e no rádio
Celebrar 38 anos de Fieldzz Discos é celebrar uma trajetória que combina curadoria musical, rádio, cultura dance e memória coletiva. Desde a década de 1990, essa gravadora e selo atuou como ponte entre o público brasileiro e sucessos que marcaram festas, pistas e programações de rádio por todo o país — especialmente no universo da música eletrônica, house, pop e clássicos das décadas passadas.
Origem e perfil da Fieldzz Discos
A Fieldzz Discos começou sua atividade no início dos anos 90, ainda em um mundo dominado pelo rádio FM e pelos formatos físicos de música, como CDs e vinis. A empresa — registrada como Fieldzz Discos Ltda — estava inserida justamente nesse ecossistema onde curadoria, programação e coleção caminhavam juntas.
Ao longo de sua trajetória, o selo se especializou em produção musical e edições físicas, lançando coletâneas e álbuns que reuniam os maiores sucessos do momento e clássicos que já haviam se provado inesquecíveis no rádio e nas pistas.
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| Box Flash House contendo 4 discos lançado pela Fieldzz e BMG. |
O vínculo com o rádio e a cultura dance
Durante os anos 90, rádios FM como Jovem Pan, Energia 97 FM, Alpha FM, Metropolitana FM, Antena 1, MIX FM e Kiss FM criaram programas e blocos dedicados à música eletrônica, dance e pop — muitas vezes veiculando coletâneas produzidas por selos como a Fieldzz.
Esses programas não apenas tocavam sucessos, como também influenciavam diretamente o repertório que chegava às pistas, festas e ao público jovem. Quando uma música fazia sucesso no rádio, ela rapidamente se tornava parte de coletâneas direcionadas à dance music — e quando integrada a um CD físico, virava item de coleção para quem vivia intensamente aquela época.
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| Cd Rick Astley 2001, lançado pela Fieldzz discos sob licença da Atração Fonográfica. |
Coletâneas que marcaram época
Ao longo dos anos, a Fieldzz Discos ficou associada a coletâneas que reuniam hits dançantes e que ajudaram a consolidar o gosto musical de uma geração. Alguns exemplos desse estilo de compilação podem ser encontrados em registros e vendas de discos e CDs que circulam até hoje, como coletâneas de dance music e house com repertórios que transitavam entre clássicos internacionais e produções que dominavam os anos 90.
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| As Balas da Pan: Disco da Rádio Jovem Pan. |
Esses lançamentos fizeram com que muitos ouvintes pudessem levar para casa o repertório que ouviam no rádio, reforçando a ligação entre a programação da estação e a experiência pessoal de ouvir música fora do ar.
O papel de DJs e curadores
Assim como outros selos e gravadoras ligados à música dance, a Fieldzz trabalhou em conjunto com DJs, curadores e profissionais que observavam o que funcionava nas pistas e no rádio. Essa prática — de usar o feedback do público e a rotação nas rádios para definir repertórios — foi essencial para a construção de coletâneas que se tornaram referência.
Programas de rádio e DJs exclusivos ajudaram a consolidar esse repertório num período em que a experiência musical ainda dependia fortemente de mídia física e da programação das estações.
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| LP Iraí Campos e o Som das Pistas, primeiro disco da série lançado no final dos anos 80. |
38 anos de impacto cultural
Com quase quatro décadas de história, a Fieldzz Discos representa uma parte importante da cultura musical brasileira, especialmente no que se refere ao universo dance e à transição entre o rádio FM analógico e a música física (CDs, fitas e vinis).
Para muitos ouvintes e colecionadores, álbuns e coletâneas associados ao selo simbolizam:
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🎶 A trilha sonora de festas e noites memoráveis
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📻 O repertório que dominava as rádios FM nos anos 90
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💿 A experiência de ter músicas favoritas em formato físico
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🎧 A transição cultural do vinil/cassete para o CD
Legado e memória no rádio
Hoje, quando pensamos em retrospectivas, clássicos e programas que revisitavam os maiores sucessos das décadas de 70, 80 e 90, coletâneas lançadas por selos como a Fieldzz continuam sendo referências sonoras. Elas ajudam a explicar como DJs, rádios e o público construíram repertórios coletivos que atravessaram gerações.
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