Carimbó em 1993 no Amapá: o ritmo que dominou as pistas de Macapá e Santana




Reviva o sucesso do carimbó em 1993 no Amapá, quando o ritmo tomou conta das pistas de Macapá e Santana. História, artistas, curiosidades e legado.

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O auge do carimbó no Amapá

Em 1993, o carimbó viveu um momento histórico no estado do Amapá. O ritmo, que antes era visto como algo regional e até “cafona” por parte dos jovens, ganhou as pistas de dança e passou a dominar as noites de fim de semana em Macapá e Santana.

Esse movimento marcou uma geração e transformou o carimbó em um verdadeiro fenômeno urbano.


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O que é o carimbó?

O carimbó é uma dança folclórica originária de Marapanim, no estado do Pará.

Mais do que uma expressão cultural, ele também é um estilo musical marcante, que evoluiu ao longo dos anos com a incorporação de novos instrumentos e influências.


Origem e história do carimbó

O carimbó surgiu entre os séculos XVII e XVIII, a partir da mistura de influências indígenas, africanas e europeias.

O nome vem do “curimbó”, um tambor artesanal feito de tronco escavado, responsável pela base rítmica da música.

Inicialmente, era uma manifestação típica das comunidades ribeirinhas do Pará, sendo dançada de forma espontânea em festas populares.


Instrumentos do carimbó

Instrumentos tradicionais

  • Curimbó

  • Maracá

  • Flauta

  • Banjo rústico

Instrumentos modernos

Com o passar do tempo, o ritmo ganhou novos elementos:

  • Guitarra elétrica

  • Baixo

  • Teclado

  • Bateria

  • Metais

Essa modernização ajudou a levar o carimbó para ambientes urbanos e comerciais.


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Como é a dança do carimbó?

A dança do carimbó é marcada por sensualidade, leveza e interação entre os dançarinos.

  • Mulheres usam saias rodadas e coloridas

  • Homens conduzem com gestos suaves

  • Movimentos incluem giros e rodopios

Um dos momentos mais simbólicos é quando a mulher tenta cobrir o parceiro com a saia — um gesto tradicional da dança.


Principais artistas do carimbó

Entre os grandes nomes que ajudaram a popularizar o ritmo estão:

  • Pinduca

  • Mestre Verequete

  • Banda Calypso

  • Banda Fruta Quente

  • Banda Nova

  • Dona Onete

  • Lia Sophia


Mestre Cupijó e o Siriá

Mestre Cupijó, nascido em 1936, é considerado o criador do Siriá — ritmo semelhante ao carimbó.

Natural de Cametá, ele foi fundamental na difusão da cultura paraense nas rádios brasileiras.


A explosão do carimbó em 1993

O grande responsável pela popularização do carimbó nas pistas do Amapá foi o DJ Alain Cristophe.

Com uma proposta inovadora, ele levou o ritmo para dentro das casas noturnas, inserindo-o entre sets de música eletrônica.

Ao lado do DJ Ita, produziu mixes que rapidamente se tornaram sucesso nas rádios e festas — algo raro na época.


Os maiores sucessos da época

Em 1993, Pinduca lançou um LP com o destaque:

🎵 Pout-Pourri de Carimbó, reunindo clássicos como:

  • Vendedor de Mangabas

  • O Pinto

  • Dona Maria

  • O Caçador

Outro destaque foi a Banda Nova, com:

  • O Boto

  • Pout-pourri de carimbó

Essas músicas dominaram as rádios e pistas do Amapá.


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Carimbó e política nos anos 90

Após o Movimento dos Caras-Pintadas, que resultou no impeachment de Fernando Collor, o carimbó também refletiu o momento político.

Pinduca lançou:
🎵 A Tribo dos Caras-Pintadas

A música se tornou um registro cultural daquele período.


O declínio nas pistas

O carimbó manteve força até 1994, quando novos estilos começaram a dominar as casas noturnas.

Mesmo assim, o ritmo ainda resistiu por algum tempo com bandas regionais.


O carimbó nos dias atuais

Hoje, o carimbó continua vivo, principalmente no Pará, e foi reconhecido como patrimônio cultural pelo IPHAN em 2014.

Artistas como Pinduca, Dona Onete e Lia Sophia seguem mantendo o ritmo ativo.


Curiosidades sobre o carimbó

  • O nome vem do tupi: curi (pau) + mbó (oco/som)

  • Influenciou diretamente a lambada

  • DJs do Norte foram pioneiros em misturar ritmos regionais com música eletrônica

  • O figurino tem forte influência indígena e afro-brasileira

  • Algumas apresentações incluem encenações de conquista amorosa


O legado no Amapá

O carimbó é uma dança folclórica que ganha força em festivais e festas juninas.

No Amapá, sua presença é marcante devido à forte influência cultural do Pará.

Em 1993, o ritmo deixou sua marca definitiva nas rádios e danceterias — especialmente na Fazendinha, onde se tornou febre na sede do Fazendinha Esporte Clube.


Você sabia?

  • Rádios como Difusora e Equatorial AM já tocavam carimbó nos anos 80

  • Discos de Pinduca eram os mais vendidos em Macapá

  • 🎵 O Carimbó do Macaco continua sendo um dos mais pedidos até hoje


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Você viveu essa época nas pistas?
Tem alguma lembrança do carimbó nos anos 90?

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